quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Horror no Haiti

Ao ver as imagens e assistir o noticiário, só sei dizer uma coisa quando vejo a situação em que o Haiti se encontra: meu Deus, que horror! O terremoto de sete pontos na escala Richter, que atingiu o país na terça-feira, dia 12, destruiu completamente tudo que tinha pela frente, principalmente a cidade de Porto Príncipe.

Não tem explicação para as imagens que vemos. Um cenário de destruição, corpos pelo chão, pessoas vagando pela rua machucadas. Esse é um caso que, como falei, não tem explicação, não é descaso do governo e não são problemas por falta de verba, é uma catástrofe natural que a própria natureza nos proporciona. E o que podemos falar? Nada. Não temos como proibir que placas tectônicas se movam abaixo de nossos pés, que morros deslizem e que as águas não tenham correnteza.

Infelizmente, acredito que situações como essa só tendem a piorar. Acredito que dentro de anos, talvez meses, estaremos acostumados a ouvir notícias como a ponte que desabou por causa da força das águas, o deslizamento em Angra dos Reis e o terremoto no Haiti, e como tantas outras que já ouvimos, causadas pela natureza. Essa é a resposta e a revolta por tudo que fizemos com o mundo que ela criou.

Embora o cenário seja de devastação e tristeza, uma coisa nos chama atenção: a ajuda de outros países e de voluntários. Ontem meu irmão falou uma coisa que eu guardei: “a coisa mais bonita é ver ser humano ajudando ser humano”. E é verdade. Em uma cena de tanta tristeza, ver que outros países estão mobilizando seus exércitos e voluntários para ajudar os necessitados é emocionante. E assim deverá ser daqui para frente, acredito eu, nós ajudando nós mesmos. Do contrário com quem vamos contar? Com a natureza? Não. Nem com ela podemos contar mais.

Aos meus colegas de IPA, haitianos que vieram em busca de estudo, os quais não conheço pessoalmente, mas, os vejo pelos corredores, sempre sorridentes e muito animados, meus profundos sentimentos com o que aconteceu com seus país e, talvez, com seus familiares.

Em tempo: enquanto escrevia este post tocou no rádio a música "We are the world" (Nós somos o mundo). Não é brincadeira. Juro por Deus que é sério. A música foi escrita por Michael Jackson e Lionel Richie, em 1985, e cantada pelos dois e mais 45 grandes cantores mundiais com o objetivo de arrecadar fundos para combater à fome na África. A letra condiz muito com o momento pelo qual o Haiti passa. Tradução:

Chega o momento quando nós ouvimos uma certa chamada.
Quando o mundo deve vir junto como um.
Há pessoas a morrer.
E é tempo de dar uma mãozinha para a vida.

Alguém, em algum lado mais tarde vai ter a mudança.
Nós somos todos da fantástica e grande família de Deus.
E é verdade , tu sabes , amor é tudo o que precisamos.

Nós somos o mundo, nós somos as crianças.
Nós somos os únicos que fazem o dia brilhante
Então vamos lá começar a doar.

Voluntários do México levam donativosEstados Unidos carrega avião comida, água e medicamentos
Exército Brasileiro se prepara para embarcar para o país
Exército Chinês

2 comentários:

Luís Bustamante disse...

Oi, Carolzita. Parabéns pela persistência em manter atualizado teu blog. Está muito bom.
Excelente (e aflitiva)a matéria sobre o Haiti. É um fato que consterna a todos nós, ainda que não seja o único no momento.
Mas não é a Natureza que está contra nós, não, embora venhamos agredindo-a há muito tempo. É que começamos a viver um novo período de transformações geológicas, que resultarão em tremores de terra, enchentes, vendavais e até inimagináveis alterações climáticas. Claro, cabe ao ser humano precaver-se de todas as formas, evitar construções em áreas de riscos, não abusar dos recursos da Natureza. É possível, sim, adquirir-se um consciência de harmonia com o meio ambiente.
É por aí.
Também te parabenizo pela oportuna inclusão da letra de We Are the World. Diz tudo.
Bjs.

Carol disse...

Oi Busta. Te agradeço também pelos comentários. Fico feliz de saber que as pessoas estão lendo meu blog.

Concordo plenamente contigo e acho que tu colocou a frase correta "um novo período de transformações geológicas". Acredito que não vai ser fácil daqui para frente e só as pessoas se unindo para conseguir enfrentar estes problemas.

Bju
Carol